MedMastigada

Transparência

Metodologia editorial

Como selecionamos fontes, classificamos a força da evidência, escrevemos cada síntese e decidimos o que é publicado. Você pode verificar tudo: cada afirmação aponta para a sua fonte.

Princípios

  • Rastreabilidade total. Toda afirmação clínica carrega uma citação numerada que leva à fonte. Afirmação sem fonte não entra.
  • Força da evidência explícita. O leitor vê o desenho de estudo, os graus de recomendação e a certeza GRADE quando a fonte os informa.
  • Humano no controle. A automação encontra, filtra e redige; a decisão de publicar é sempre de um revisor.
  • Honestidade sobre limites. Síntese de fonte única é sinalizada como tal — não é apresentada como consenso.

Tipos de evidência

Classificamos cada síntese pelo desenho do estudo em que se apoia. Na pirâmide clássica, quanto mais alto, menor o risco de viés — desde que o estudo seja bem conduzido. Diretrizes e documentos normativos ficam fora da pirâmide: diretrizes sintetizam a evidência e emitem recomendações; normas definem deveres.

Revisões sistemáticas e meta-análisesEnsaios clínicos randomizadosCoortes e caso-controleSéries de casos e qualitativosOpinião de especialistas
Revisões sistemáticas e meta-análises
Ensaios clínicos randomizados
Coortes e caso-controle
Séries de casos e qualitativos
Opinião de especialistas
  • Diretriz clínica

    Recomendações elaboradas por sociedade médica ou órgão oficial a partir da revisão da evidência disponível, com graus de recomendação explícitos.

  • Revisão sistemática com meta-análise

    Combina estatisticamente os resultados de vários estudos selecionados por método sistemático. A força depende da qualidade e da homogeneidade dos estudos incluídos.

  • Revisão sistemática

    Busca, seleciona e avalia criticamente todos os estudos sobre uma pergunta com método reprodutível, com ou sem síntese estatística.

  • Ensaio clínico randomizado

    Distribui participantes por sorteio entre intervenção e controle — o desenho que melhor controla confundidores para estimar efeito causal.

  • Estudo observacional

    Coortes e caso-controle observam exposições sem intervir. Úteis para risco e prognóstico, mais sujeitos a viés de confusão.

  • Pesquisa qualitativa

    Explora experiências e percepções. Não estima efeito de intervenção, mas informa valores e preferências dos pacientes.

  • Documento normativo

    Código, resolução ou norma (ética, regulatória). Não é evidência científica: define deveres e regras de conduta profissional.

Graus de recomendação

Quando a diretriz de origem atribui grau de recomendação, ele aparece como selo no texto. Usamos a escala do Projeto Diretrizes AMB/CFM, adaptada do Oxford Centre for Evidence-Based Medicine:

AEstudos experimentais ou observacionais de melhor consistência.
BEstudos experimentais ou observacionais de menor consistência.
CRelatos de casos (estudos não controlados).
DOpinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais.

Certeza da evidência (GRADE)

O sistema GRADE avalia quanta confiança podemos ter de que a estimativa de efeito está correta, considerando risco de viés, inconsistência, evidência indireta, imprecisão e viés de publicação.

AltaForte confiança de que o efeito verdadeiro está próximo do estimado.Forte confiança de que o efeito verdadeiro está próximo do estimado.
ModeradaConfiança moderada: o efeito verdadeiro provavelmente está próximo do estimado, mas pode ser substancialmente diferente.Confiança moderada: o efeito verdadeiro provavelmente está próximo do estimado, mas pode ser substancialmente diferente.
BaixaConfiança limitada: o efeito verdadeiro pode ser substancialmente diferente do estimado.Confiança limitada: o efeito verdadeiro pode ser substancialmente diferente do estimado.
Muito baixaConfiança muito limitada: o efeito verdadeiro provavelmente é substancialmente diferente do estimado.Confiança muito limitada: o efeito verdadeiro provavelmente é substancialmente diferente do estimado.

Processo editorial

  1. Coleta. Diretrizes de sociedades médicas brasileiras, protocolos do Ministério da Saúde e revisões sistemáticas recentes indexadas no PubMed.
  2. Filtro de relevância. Um avaliador automático (CRAG — corrective retrieval) rejeita documentos e trechos fora de escopo antes da indexação. Material novo entra em quarentena até aprovação.
  3. Síntese. Um modelo de linguagem redige a síntese exclusivamente a partir dos trechos aprovados, com estrutura fixa (Em 30 segundos, Principais achados, Na prática, Fontes) e citação obrigatória.
  4. Checagem automática. Antes da revisão, cada rascunho passa por verificações: estrutura completa, citações sem fonte, artefatos de texto, número de fontes independentes.
  5. Revisão humana. Um revisor lê o texto contra as fontes e decide: publicar, editar ou rejeitar. Nada chega ao leitor sem esse passo.

Versões e atualização

Sínteses são documentos vivos. Quando evidência nova e aprovada surge sobre um tema, uma nova edição é gerada com a seção O que mudou nesta ediçãoe volta para revisão. As versões anteriores publicadas continuam acessíveis na ficha de evidência de cada síntese, para que você saiba o que mudou e quando.

Limitações

  • O conteúdo é educacional e não substitui julgamento clínico, a leitura do documento original nem a avaliação individual do paciente.
  • A síntese reflete as fontes do acervo na data da versão. Diretrizes podem ser atualizadas depois.
  • A classificação automática do tipo de evidência e da especialidade pode errar; revisores corrigem quando necessário.
  • Doses, contraindicações e condutas devem ser conferidas na fonte primária antes do uso.
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